Diário d'Inês

terça-feira, janeiro 31, 2012

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Amor - Crónica Jornal Expresso

Querido diário,
Apresento-te a minha crónica de eleição sobre o Amor.


Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios.Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?


O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio,não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso - Crónicas do Jornal Expresso

sábado, janeiro 28, 2012

Twice

Tudo que acontece uma vez poderá nunca mais acontecer, mas tudo o que acontece duas vezes, certamente acontecerá uma terceira.
Paulo Coelho

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Rapazes

Querido diário,

Isto dos rapazes é mais ou menos assim:

Saudações arrapazadas ;)

domingo, janeiro 22, 2012

Escrever

Querido diário,

Escrever limpa-me a alma. Podem ser meras palavras escritas num pedaço de papel qualquer ou podem ser escritas num raio de um teclado. Pouco importa. Hoje tenho um diário online, sirva lá isto para alguma coisa. Escrever faz-me sentir bem, faz renovar os pensamentos mais profundos do meu complicado eu. Escrever é esquecer, dizia Fernando Pessoa. Escrever é a arte de sentir qualquer coisa e poder demonstrar. Consigo escrever o que nem sequer sei dizer. Escrever é como um sonho que conseguimos controlar. Podemos escrever e registar para sempre, ou escrever e apagar, rasgar ou queimar. Gosto de escrever sozinha, em qualquer lugar. Gosto de arrancar cá para fora as minhas mágoas escondidas. Posso escrever num pedaço de papel qualquer "vai à merda". E até me sinto melhor por te ter mandado para esse sitio. Assim como posso escrever "amo-te". Posso escrever todas as merdas que eu quiser, sem ter de magoar ninguém. E posso escrever e atingir. Na escrita posso ser eu ou posso ser outra pessoa ou coisa qualquer. Escrever faz bem e nem importa a quem. Vou escrever até que as minhas mãos me doam. Até vou escrever na minha mente, mesmo que me cortem os pulsos!
 
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente. - Fernando Pessoa.



Saudações literárias ;)

quinta-feira, janeiro 19, 2012

Acima de mim!

Querido diário,

Não preciso ser modesta, nem tenho de ser. Sou aquilo que eu quiser. Amor próprio é uma virtude. Amor pela vida é outra. São estas que nos enchem o coração para amar os outros. É isto que é preciso para ser feliz. Não falta nada. Sou livre e amo tudo aquilo que tenho. Temos de ser felizes sozinhos para conseguirmos ser felizes com alguém. Viver e não existir. Amar sem precisar de ser amado. Amo a vida e não preciso que ela me ame a mim. Eu hoje sou mais eu. Mais que tu, mais que todos juntos. A minha glória vai permitir-me alcançar aquilo que quero e ir cada vez mais longe. É um feito o que vivo e um talento o querer viver cada vez mais.


         
Saudações modestas ;)

terça-feira, janeiro 17, 2012

Pacote de açucar #1

  Querido diário,

 Ás vezes as frases dos pacotes de açúcar, têm alguma razão. Eis a que me calhou!

Saudações intensas ;)

segunda-feira, janeiro 16, 2012

É de pedir aos céus

Querido diário,

Uma música que sem dúvida deve dar valor ao que é nosso, nem sempre a musica portuguesa é a pior de todas e esta faz a diferença. A banda Amor Electro está de parabéns pelo sucesso. Faço um destaque e um ponto extra para a letra.

Saber o que fazer,
Com isto a acontecer,
Num caso como o meu.
Ter o meu amor,
Para dar e pra vender,
Mas sei que vou ficar,
Por ter o que eu não tenho,
Eu sei que vou ficar.

É de pedir aos céus,
A mim, a ti e a Deus,
Que eu quero ser feliz.
É de pedir aos céus.

Porque este amor é meu,

E cedo, vou saber
Que triste é viver,
Que sina, ai, que amor,
Já nem vou mais chorar,
Gritar, ligar, voltar,
A máquina parou,
Deixou de tocar.

Sentir e não mentir,
Amar e querer ficar,
Que pena é ver-te assim,
Já sem saberes de ti.

Rasguei o teu perdão,
Quis ser o que já fui,
Eu não vou mais fugir,
A viagem começou.


                                                                                Amor Electro - A Máquina 

Saudações musicais ;) 

Faculdade de Engenharia

Querido diário,
Como os rapazes nos vêem...

Saudações académicas ;)

domingo, janeiro 15, 2012

Massinha com ananás

Esta massinha é um prato principal, com tiras de bife de peru e mostarda Dijon. O ananás dá um toque doce e corta o sabor muitas vezes enjoativo das natas. Realço, que a mostarda é um dos meus molhos preferidos e tenho muitas receitas em que inclui a mostarda. Porém, a minha mostarda de eleição é, sem dúvida, a de Dijon.

Ingredientes:                                                                                                                           3 pessoas
- Um bife de peru de 200g
- Uma lata de ananás
- Uma lata pequena de cogumelos
- 100g de massa espiral colorida
- Mostarda de dijon
- 1 cebola pequena.
- 1/2 pimento vermelho
- 1 pacote de natas
- Sal, limão, pimenta e azeite q.b..

Preparação:
- Coloque os cogumelos numa frigideira sem nada, para retirar todo o molho que têm (pode utilizar cogumelos frescos e assim não necessitar de o fazer). Parta o bife às tiras fininhas (temperando com sal, pimenta e limão) e 4 fatias de ananás, guardando o sumo da lata. Reserve.
- Coza a massa al dente (está cozinha quando ainda tem alguma rigidez e já não sabe a farinha), escorra e reserve.
- Numa frigideira grande, faça um refogado, com a cebola, o pimento e o alho (alho coloca-se com a cebola já frita). Coloque os cogumelos e 4 colheres de sopa de natas e uma colher de sobremesa de mostarda. Misture tudo. Coloque o bife, mais natas e deixe fritar mexendo de vez em quando e acrescentando metade do sumo que vem na lata do ananás. Colocar o ananás, o resto das natas e envolver tudo.
- Por último, ainda na frigideira, colocar a massa e envolver tudo muito bem. Colocar numa travessa e decorar a gosto. Eu decorei com azeitonas pretas e no centro cenoura, para combinar com a salada.


Sugestão: Acompanhar com salada de alface, rúcula e cenoura, para não misturar mais sabores.

Curiosidade:
Mostarda de dijon - Conhecida desde a idade média, a mostarda de Dijon não é um condimento insípido, mas um condutor de apetite. Ela resulta da trituração dos grãos negros e marrons que, depois de passados em uma peneira, são misturados a uma emulsão de ?verjus?(vinho branco bem verde). Os grãos vêm do Canadá e da Borgonha e quase toda a produção francesa de mostarda é feita em Dijon. Sua característica é de ser extremamente forte, bem diferente da dos hot-dogs americanos. Fonte: http://pt.petitchef.com/receitas/mostarda-dijon-fid-655129.

Saudações apetitosas ;)

sexta-feira, janeiro 13, 2012

Wake up

Dear diary,                                                      

Arcade Fire - Wake up
                                                (at reading festival 2010)

You better look out below!

quinta-feira, janeiro 12, 2012

Rendo-me!

Querido diário,

Hoje acordei ainda de noite.
Vi o sol nascer e rumei até Évora.
Vi toda a agitação que um dia pode ter.
Observei todas as fases do meu dia.
Vivi, senti-me bem.
Voltei aos meus horários habituais.
Estudei durante a tarde.
Rendi-me ao cansaço à noite.
Rendo-me ao estudo!



Saudações estudantis ;)

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Segue-me se quiseres...

Caminho sem rumo certo...
Acompanha-me se quiseres.
Se realmente quiseres.
Não tenho meio termo, nunca tive.
Não sei o que é isso.
Ou é ou não é, ou é tudo ou nada.
Aceito termo e meio.
Acompanha-me se realmente quiseres.
                                             
                                                         I.

segunda-feira, janeiro 09, 2012

Pecado

Querido diário,

Há na vida doces prazeres e doces desagrados.
Amo a minha vida e tudo o que a envolve.
Se amar fosse pecado, pecaria toda a minha vida.
                           
                                                                        I.
                                                    Inês Figueiredo

quinta-feira, janeiro 05, 2012

Study, tea and cream crackers

Querido diário,

Parece que começou hoje uma pré hibernação para o estudo. Vejamos o que vai sair daqui. Desta vez não se pode facilitar... Em breve estamos na recta final! Sem café, sem chocolates e bolachas gulosas para adoçar o estudo, desta vez nem isso posso ter para me distrair. E lá terei de ter força e coragem! É a chamada última cartada com chá e cream crackers. 


"Honesto Estudo com Longa Experiência Misturado" - Universidade de Évora.

Saudações amargas ;)

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Sick

Após uma passagem de ano memorável, vem o ditado "elas não matam mais moem" já um amigo meu me dizia e o meu início de ano foi então assim, moída. Após todos os excessos, horários trocados e má alimentação, nada que já não tivesse referido no natal, eis que aparece uma valente dor de estômago, que nada a fez passar. E o resultado foi o dia inteiro na cama e amanhã uma ida ao senhor doutor. O que vale é que há coisas piores. Mas o facto de ter de estudar e não conseguir e começar assim bem o ano, também não agrada a todos. Parece que ainda não foi hoje que hibernei definitivamente nos estudos, mas agenda-se para breve...

Saudações moídas