Diário d'Inês

quinta-feira, novembro 21, 2013

R.I.P. Bennie



Na verdade, nem sei bem por onde começar. A minha dor vai além de qualquer palavra, desta vez, nem escrever me alivia. É uma dor que me consome a cada momento que bloqueia qualquer coisa lógica que queira dizer de ti. Também, não é para ter lógica, é para ser sentido.
Então, vou começar assim: foste “O coelho”. Desejava um coelho orelhudo há muito tempo e tu apareceste nos braços do meu namorado, com um laçarote numa gaiola. Nem sabia os tantos cuidados que os coelhos exigiam, nem todas as suas necessidades, era tudo novo. Levou pouco tempo para me afeiçoar a ti, em pouco tempo, amava-te como hoje.
Na verdade, vou começar assim: foste “O meu amor”. Comecei a viver sozinha em Évora, longe de casa e dos meus pais, no meu pequeno T0. Adotei-te como um filho. Estava viciada em ti e comecei a ler imensas coisas de coelhos. Percebi, que não eras apenas um coelho, eras uma companhia como se fosse um cão. Todos os momentos contigo eram poucos, pensei sempre eu, talvez algo que dizia que a vida te ia tirar tão cedo de mim. Rapidamente encheste a casa de alegria. Eras um mariquinhas que não queria sair da gaiola, sempre com medo de tudo. Aos poucos foste saindo da gaiola para a cama, enroscavas-te em mim, pouco tempo e logo saías. Começaste a dar os primeiros passos pela casa e logo logo já corrias que nem um maluco. E assim foste descobrindo o mundo. Quis dar-te tudo o que conseguia. As minhas saídas à noite converteram-se em serões de mama e filhote. A minha alegria era estarmos os dois com o papa ao serão a ver-te fazer coisinhas novas e a brincar contigo. Vinhas para o sofá connosco ver televisão. Adoras coçar os tapetes e mordiscá-los. Já para não falar de tudo o que roeste em casa, deixaste as tuas marcas. Sempre que tinha o roupão, atado com o laço, lá vinhas tu para o meu colo mordisca-lo, puxá-lo, até desfazer o laço. Eras muito beijoqueiro. Um comilão e guloso do pior. Não se podia fazer crepes ou panquecas em casa, tu eras muito pedinchão. Até pipocas querias. Melhor de tudo, era gostares dos medicamentos, brufen e bactrim. Mas não gostavas de colo, o único colo a que vinhas era o meu. Entraste na adolescência e eras um verdadeiro macho-alfa. Adoravas as nossas pernas e querias fazer xixi em tudo o que era sítio. Mas o ex-líbris era ver-te a coçar o queixinho, a deixar o teu cheirinho nas coisas. Na casa da avó, adoravas o quintal, comer algumas coisas por lá. O teu sítio favorito era estar em cima da secretária a admirar o quintal pela parede de vidro, até dormias lá.
Queria que fosses a todo o lado ver o mundo e nunca te queria deixar sozinho. Já sabias o teu nome, o "não", "aqui" e a "midinhaa", leia-se comidinha, afinal era a tua palavra favorita. Sempre que chegava a casa dizia “MEU AMOR!!” e tu espetavas as orelhinhas e rapidamente estavas a roer a gaiola para sair. Adorava o final do dia, só porque sabia que ia para casa ver-te e queria aproveitar todos os segundos contigo. Fiz umas músicas e cantava para ti. Foste de férias, natal e fim de ano connosco. No natal, tiveste os teus biscoitos de prendinha e no fim de ano, na serra da estrela, também coloquei uma moedinha perto de ti para dar sorte. Ainda foste um coelho viajado por Portugal!
Foste ao veterinário várias vezes sem ter nada, porque estávamos sempre cheios de medo que te acontecesse algo. Decidi fazer a tua castração para ficares mais calminho. Ainda sofreste com dores no dia a seguir, mas recuperaste rápido! O papa ofereceu-te um bouquet de couve com salsa. Eras mesmo o nosso filhote. Ficaste mais roedor, traçavas ainda mais tudo em casa!
Infelizmente, no último fim-de-semana, adoeceste muito rapidamente e corremos contigo para o veterinário. Ficaste ainda internado dois dias. Ainda corremos de médico em médico a pedir opiniões, para te tentarem salvar. Não houve maior dor, do que estar a ver-te sofrer. Essa, foi a pior de todas. Corria o mundo se necessário, para não teres sofrimento. Mas nada houve a fazer. Partiste. E pelo menos, o teu sofrimento acabou, não merecias mais. Fiz tudo o que esteva ao meu alcance por ti e fazia mais se fosse preciso. Deixaste um vazio enorme na minha vida, mas um grande amor no meu coração. Dei-te todo o meu amor do fundo do meu coração. Foste o Bennie, o Rei! Foste e és, o Rei da minha vida. 

Bennie  Abr, 2012 - Nov, 2013










sexta-feira, outubro 04, 2013

Dia Mundial dos Animais

Querido diário,

Porque um dia, não são dias. Hoje, como qualquer outro dia, estou com vocês e sempre estarei.






Saudações a todos os animais!

terça-feira, outubro 01, 2013

Restart your life!

Querido diário,


Every single day. Life should have a button: "Start Over".
Ela tem, basta saber activar.


Saudações vividas.

domingo, setembro 29, 2013

Para Sempre 2.0

Querido diário,

Hoje, parece que nunca é "para sempre". 

"Os avós eram da mesma aldeia. Conheceram-se em miúdos e antes de atingirem a maioridade, mas já a saber o que era a vida, sabiam que acabariam por envelhecer juntos.

Os pais, um pouco mais tarde, mas ainda assim cedo, disseram o sim e já passaram os 30 anos juntos. Para nós, vintes, o "para sempre" pouco para sempre encerra. Quem se atreve hoje a verbalizar um "para sempre"? Há quem o vá cuspindo aqui e ali, como se o quisesse semear.

Todavia, quase ninguém o diz como os avós ou os pais o disseram. Sim, podemos defender que estamos a elaborar uma versão 2.0 do "para sempre". Uma versão adaptada aos nossos dias, que vai ao encontro de um "post" nas redes sociais. Fácil de dizer e divulgar, igualmente simples de apagar e fingir que não aconteceu.

Parece-me que há adaptação, mas Darwiniana. Se não se adaptar, o "para sempre" morre. Quem nos censura? O "para sempre" de antes provinha de um somar de condições que hoje não conhecemos.

Os apaixonados, com sorte da mesma rua, conheciam-se, namoravam, casavam e por lá ficavam numa casa que herdaram. O trabalho durava até lhes cansar o corpo e o corpo cansado pedir descanso. Na casa herdada, viam crescer os filhos, muitos, a quem trocavam os nomes. Os filhos dos filhos, já menos e com nomes mais curtos, e o bisneto Martim.

Percebiam que a família pouco mais iria crescer devido às atualizações do "para sempre". Agora, ela trabalha em Bragança, ele em Lisboa. Encontram-se quando se encontram as folgas. Ele ficou no T0, ela fez as malas e levou-as para a Suíça. Só assim vão conseguir pagar o espaço onde esperam um dia viver.

Mas os amigos deles estão numa situação pior. Ela está a fazer um estágio profissional, ele à procura do primeiro emprego. Ambos em casa dos pais, mas já perto dos 30. Nenhum destes casais disse ainda o "para sempre" à frente de um padre, familiares e amigos. Não o querem ou não podem pagá-lo. Dizem-no um ao outro, a medo. Medo não do que sentem, mas das muitas ruas que os separam. "

Fonte: http://p3.publico.pt/actualidade/9407/para-sempre-20

sábado, setembro 07, 2013

End of holidays & healthy food

Querido diário,

A terminar as férias e já pelos estudos, é hora de começar a (tentar) comer saudável!


Salada de coentros, salsa e alface rocha, melancia e omelete de espargos!
Uma combinação rápida e saborosa. Para a omelete é só colocar uma colher rasa de sopa de azeite numa frigideira, colocar os espargos enlatados pretendidos a forrar a mesma, saltear sem os desfazer, colocar 2 ou 3 ovos mexidos com sal e pimenta! Cozinhe a gosto e já está! Bon appétit!

#healthyfood #asparagus #eggs #watermelon

Saudações saudáveis!

segunda-feira, agosto 26, 2013

Um Adeus para sempre!

"E de repente o adeus acabou. A culpa foi do até já, do até logo e do até amanhã e pronto algumas novas tecnologias. Já ninguém diz adeus, e quando o dizem - os que o dizem - já não é do mesmo modo. Um adeus dos bons tem de ser dito com dor, de preferência crónica, como quando chorávamos em pequenos por alguma coisa que nos diziam ser má e depois nos diziam que afinal não era nada má, que era tudo falso, que não era preciso ter medo apenas para que acabássemos de chorar. E o resultado é que chorávamos ainda mais. E de facto, um adeus dos bons, dos sentidos, tem de ser uma choradeira. De preferência para dentro. Não há nada mais comovente do que ver alguém a tentar disfarçar que está a chorar para dentro. Para mim, é mais comovente ainda do que chorar para fora, porque há todo um esforço do canal lacrimal que não existe no outro. Chorar para fora está ao alcance de todos, agora para dentro, a remoer como se fosse no estômago, isso só está ao alcance de alguns. E o adeus também. Mas tanto lhe fizeram e maltrataram e vulgarizaram que o único adeus decente e digno, é agora o último. Porque só esse não é substituível por até já, até logo, até amanhã. Porque um adeus, quando é dos últimos, é como se sabe um adeus até sempre."

Fernando Alvim
Publicado originalmente no ionline

domingo, junho 23, 2013

De repente

Querido diário,

De repente há segundos que se transformam numa eternidade. De repente, vês partes da tua vida a passar em segundos, mas sentes como se fosse hoje. De repente, lembraste daquela sensação quando eras menina, e brincavas. Sentes aquela sensação má quando algo te assustava. Podes até sentir, o sabor de algo que comias na época. De repente, sentes aquele aperto no coração do teu primeiro amor. Sentes as emoções de coisas vividas há anos. As amizades da adolescência, que algumas ainda duram hoje. Recordas coisas que sabes que nunca mais vão voltar. É a tua vida a passar por ti. A vida que já passou, mas aquilo que realmente ficou dela. Sensações, momentos únicos que não se esquece. De repente, também pensas no futuro. Pensas no mau e no bom futuro. Até consegues sentir as sensações que podem vir e principalmente, aquelas que não queres que aconteçam, mas sabes que vão acontecer. O tempo de repente. O tempo passa mas algo fica. Algo fica sempre, nem que seja as memórias. De repente, paras e vês que estas a pensar e a divagar. De repente, foi a tua vida, no espaço de dois ou três minutos.

Saudações repentinas!

domingo, junho 16, 2013

Empadão de carne

Querido diário,

Aqui vai mais um receita de domingo, que saiu bem saborosa :)

Ingredientes:
440g de carne de vaca
1 cebola
1 folha de louro
2 alhos
4 rodelas de chouriço
2 tiras de pimento
1 lata de cogumelos
1 lata pequena de tomate pelado
4 colheres de sopa de polpa de tomate
Puré de batata (usei da marca "e" - continente)
1 ovo
Vinho branco e azeite q.b.
Sal, pimenta e noz moscada q.b.

Preparação:
- Colocar vinho branco na carne picada logo antes de iniciar a receita (+/- 5 colheres de sopa).
- Cortar os cogumelos em bocadinhos pequeninos e colocar numa frigideira anti-aderente, até retirar o molho todo que têm (se quiser fazer com cogumelos frescos, não precisa colocar na frigideira). Reserve.
- Fazer um refogado com a cebola  e a folha de louro. Acrescentar os alhos e deixar refogar. Quando a cebola já estiver dourada, juntar o pimento e o chouriço aos pedacinhos.
- Juntar a carne e os cogumelos, o sal e pimenta. Incorpore tudo, mexendo até estufar um bocadinho.
- Adicionar o tomate pelado e a polpa. Volte a incorporar.
- Deixe cozer em lume branco durante 25/30min. Rectifique os temperos a gosto.
- Prepare o puré (instantâneo ou caseiro, eu fiz com instantâneo, segui o modo de preparação indicado, mas apenas com leite e juntei mais leite no fim do que o escrito na preparação, com pimenta e noz moscada).
- No fim da carne estar pronta, "monte" o empadão num tabuleiro. Coloquei carne por baixo e puré por cima, no entanto, pode fazer as camadas que pretender.
- Pincele com a gema de ovo e leve ao forno para tostar (ou apenas no grill do microondas).

Sirva com uma saladinha a gosto, por exemplo de alface e cenoura, para desenjoar!

Nota: se desejar, coloque queijo ralado no final, antes de ir ao forno, também fica delicioso!

Bom apetite :)


segunda-feira, junho 10, 2013

Portugal | dia de

Querido diário,

Portugal é pequenino, com grandes defeitos que conhecemos... mas é Portugal. É nosso e é magnífico!
Algumas fotografias do nosso pequeno Grande Portugal!



Algarve



Baixo Alentejo



Alto Alentejo



Estremadura



Ribatejo




                                                                    Beira Litoral





Beira Baixa




Beira Alta



Douro Litoral



Trás-Os-Montes e Alto-Douro 



Minho



Somos pequenos, mas a nossa beleza é enorme! Em poucas "palavras", foi isto, mas existe muito mais. Se gosta de viajar, aconselho vivamente, a descobrir Portugal ;) Feliz dia de Portugal!!

Saudações patriotas ;)

quinta-feira, maio 02, 2013

Parabéns Ted!

Querido diário,

O meu fiel companheiro fez hoje mais um aninho. Obrigada por seres o campeão que tens mostrado a todos, com tanta força e garra. Certamente ensinaste que ser forte e querer sempre agradar os amigos, fez-te ir mais longe e fará cada vez mais. Obrigada por seres amigo, protetor e um fiel companheiro!
 9 aninhos :)







Saudações aniversariantes :)